Com todo respeito, verdades sejam ditas.
Cheguei à conclusão de que o catolicismo no Brasil é um burro, um jumento. E por isso mesmo tem perdido público, pra não dizer fiéis, pra igrejas tão cristãs quanto, mas com enfoque diferente. E igualmente burras são essas igrejas.
Explico-me.
Num país em que as famílias são desestruturadas e em que o número de mães solteiras é enorme; num lugar onde os poucos pais que existem, muitas vezes fogem de seus filhos ou deles são obrigados a se afastar para ganhar algum dinheiro; e onde no fim das contas as pessoas crescem com mães, avós, tias e irmãs, o povo não tem carência de mãe e, portanto, de Maria. Pra que enfatizar tanto a pessoa de Maria como se ela tivesse sido qualquer coisa além de humana? Os brasileiros já tem marias em casa. Não precisam de mais uma!
Algumas igrejas que se intitulam evangélicas, muito mais espertas, observaram isso. Viram que num meio de filhos da mãe, o que chama a atenção é o pai e passaram a explorar a idéia do Deus Pai, como se só isso ele fosse.Atraíram e tem atraído milhares de filhos da mãe que buscam um pai e que, inconsciente ou conscientemente, passam a transferir para Deus todas as fantasias de pai que sempre tiveram. Mas também não do pai fantasia, super-herói que eles precisam.
E é isso que sustenta os dois tipos de igreja. Os filhos sem pai, que odeiam o pai e que o veem como inacessivel, ficam ali, adorando, venerando a mãe. Já os filhos sem pai, que sempr sonharam com um e que sempre fantasiaram um, vão ali, venerar o Pai.
De qualquer forma, é burrice. De qualquer forma é mentira. De qualquer forma é idolatria.
Os primeiros idolatram Maria e precisam dela pra se chegar a Deus, ou seja, não são de fato cristãos, não precisam do Cristo morto e ressurreto. Os segundos idolatram o deus que eles mesmos criaram, o deus paizão a quem eles não devem nada e com quem querem ter uma relação profunda. Nem por isso são cristaos fiéis também. Eles também não precisam de Jesus, tem por si só e por sua carência livre acesso ao pai que criaram.
Graças a Deus não só de um cristianismo burro o Brasil se faz. Graças a Ele, que é Pai, mas também Justo, Soberano, Senhor, Santo, graças somente a Ele, há também um outro tipo de brasileiro: filho de pai e mãe, filho da mãe, filho do pai, filho de ninguém, mas que sabe que independente se sua história familiar terrena, há o Deus Eterno, por meio de quem todas as coisas foram criadas e para quem todas as coisas existem. Só nesse terceiro cristianismo, a palavra tem real significado. Só conhecendo a Deus e a Maria como eles realmente são, Cristo cumpre seu papel. Só assim, precisamos de Cristo não para cobrir nossos traumas ou para fugirmos deles. Só assim, precisamos de Cristo para vivermos para Aquele que nos criou.
Espero que um dia eu escreva outro artigo,falando de um cristianismo menos burro e mais cristão que domina o Brasil.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Uma carta de amor
Você,
Queria ouvir: Eu amo você!, sem medo.
E,dizer, sem medo.
E em decorrência das duas falas, usar os pronomes de primeira pessoa do plural: nós, nosso, conosco.
É tão melhor serem dois que um! Que muitos! Que nenhum!
É melhor sermos eu e você! Só eu e só você!
Inevitavelmente apaixonada,
Nair
Queria ouvir: Eu amo você!, sem medo.
E,dizer, sem medo.
E em decorrência das duas falas, usar os pronomes de primeira pessoa do plural: nós, nosso, conosco.
É tão melhor serem dois que um! Que muitos! Que nenhum!
É melhor sermos eu e você! Só eu e só você!
Inevitavelmente apaixonada,
Nair
domingo, 26 de abril de 2009
Uma adolescência vazia de si
Essa postagem é pra meu desabafo em relaçao a adolescencia desses últimos anos. Na minha época, parece que a gente nao era bem assim. Talvez eu nao era e nunca tenha sido assim.
Mas observo com pesar que a geracao que está se formando e que hoje se encontra com mais de 10 e menos de 20 e poucos anos é uma adolescencia ao mesmo tempo cheia e vazia de si.
Digo isso porque tenho estado incabulada com a razao de ser dessas pessoinhas. Parece, a meu ver, que tudo o que procuram é tirar fotos pra por no orkut e expor suas vidas pessoais ao mundo inteiro. Os orkuts estao sempre cheios de fotos de todas as situaçoes de suas vidas e de depoimentos emotivos e recados que relatam até brigas.
Outro dia fiquei sabendo de uma adolescente linda, prestes a completar seus quinze anos, que abolirá de seu baile de debutantes as tradicionais quatorze moças, amigas, que dançam a valsa com quatorze moços, amigos. Ao perguntar o porquê dessa escolha, ouvi que ela nao de sentiria a vontade se, em seu baile, em sua noite, qualquer outra moça tomasse os olhos que deveriam ser seus. Eu nao disse nada, mas dentro de mim, pensei: que vazio é esse que a faz competir com suas próprias amigas? Que falta de força interna é essa que a leva a achar que, mesmo que todos os olhos nao estejam sobre ela, ela nao é amada? Nao falei nada e me entristeci.
Além disso, recentemente um aluno meu me falou de um site, que seria parecido com um blog, em que os adolescentes postam tudo o que estao fazendo, querendo e pensando naquele momento. É como se fosse um blog que é atualizado a todo momento e que serve, basicamente, pra se mostrar. Isso me preocupa bastante.
Será que sempre foi assim e eu que nunca notei? Ou será que esse tipo de comportamento é reflexo de famílias desestruturadas em que os pais trabalham fora o dia todo e as crianças e adolescentes nao tem com quem conversar, com quem desabafar, a quem se mostrar? Será que esse excesso de exposiçao nao se deve também a uma carência de si, de identidade, que os faz buscar fundamentar seu ser na compreensao e visao que os outros tem de si?
Nao sei ao certo. Nao tenho respostas para nenhuma dessas perguntas e apenas vagos sinais que me levam a pensar assim. Mas sou profundamente critica em relaçao a esse comportamento, a construçao de identidades assim.
Vislumbro um futuro de jovens adultos imaturos, que usam os outros para seu prazer e até quando precisem, como fazem com objetos de uso pessoal. Nesse mesmo futuro, haverá líderes de naçoes, médicos, advogados, professores e quaisquer outros cidadaos que nao conhecem a si e que, na busca desenfreada por si, deixam suas vidas pessoais e públicas a mercê da opiniao alheia. Esse futuro também terá como característica cidadaos essencialmente egoístas e imediatistas que nao sabem suportar o sofrer e nao ter o que querem e que, para chegar onde querem, fazem qualquer negócio. Sobretudo um futuro de gente que faz qualquer coisa pra ser vista e elogiada e gente que desonhece o agir e o ser por uma motivaçao pessoal, eterna. Gente que nao sabe a diferença entre ter, agir e ser e que por isso mesmo, nao é.
Você quer um futuro assim?
No, thanks.
Mas observo com pesar que a geracao que está se formando e que hoje se encontra com mais de 10 e menos de 20 e poucos anos é uma adolescencia ao mesmo tempo cheia e vazia de si.
Digo isso porque tenho estado incabulada com a razao de ser dessas pessoinhas. Parece, a meu ver, que tudo o que procuram é tirar fotos pra por no orkut e expor suas vidas pessoais ao mundo inteiro. Os orkuts estao sempre cheios de fotos de todas as situaçoes de suas vidas e de depoimentos emotivos e recados que relatam até brigas.
Outro dia fiquei sabendo de uma adolescente linda, prestes a completar seus quinze anos, que abolirá de seu baile de debutantes as tradicionais quatorze moças, amigas, que dançam a valsa com quatorze moços, amigos. Ao perguntar o porquê dessa escolha, ouvi que ela nao de sentiria a vontade se, em seu baile, em sua noite, qualquer outra moça tomasse os olhos que deveriam ser seus. Eu nao disse nada, mas dentro de mim, pensei: que vazio é esse que a faz competir com suas próprias amigas? Que falta de força interna é essa que a leva a achar que, mesmo que todos os olhos nao estejam sobre ela, ela nao é amada? Nao falei nada e me entristeci.
Além disso, recentemente um aluno meu me falou de um site, que seria parecido com um blog, em que os adolescentes postam tudo o que estao fazendo, querendo e pensando naquele momento. É como se fosse um blog que é atualizado a todo momento e que serve, basicamente, pra se mostrar. Isso me preocupa bastante.
Será que sempre foi assim e eu que nunca notei? Ou será que esse tipo de comportamento é reflexo de famílias desestruturadas em que os pais trabalham fora o dia todo e as crianças e adolescentes nao tem com quem conversar, com quem desabafar, a quem se mostrar? Será que esse excesso de exposiçao nao se deve também a uma carência de si, de identidade, que os faz buscar fundamentar seu ser na compreensao e visao que os outros tem de si?
Nao sei ao certo. Nao tenho respostas para nenhuma dessas perguntas e apenas vagos sinais que me levam a pensar assim. Mas sou profundamente critica em relaçao a esse comportamento, a construçao de identidades assim.
Vislumbro um futuro de jovens adultos imaturos, que usam os outros para seu prazer e até quando precisem, como fazem com objetos de uso pessoal. Nesse mesmo futuro, haverá líderes de naçoes, médicos, advogados, professores e quaisquer outros cidadaos que nao conhecem a si e que, na busca desenfreada por si, deixam suas vidas pessoais e públicas a mercê da opiniao alheia. Esse futuro também terá como característica cidadaos essencialmente egoístas e imediatistas que nao sabem suportar o sofrer e nao ter o que querem e que, para chegar onde querem, fazem qualquer negócio. Sobretudo um futuro de gente que faz qualquer coisa pra ser vista e elogiada e gente que desonhece o agir e o ser por uma motivaçao pessoal, eterna. Gente que nao sabe a diferença entre ter, agir e ser e que por isso mesmo, nao é.
Você quer um futuro assim?
No, thanks.
sábado, 25 de abril de 2009
A potência sem manual
Um comentário breve sobre o artigo da Revista Newsweek que explora a emergência do Brasil como uma ilha de sólida democracia de livre mercado, estabilidade e Estado de direito, em meio ao mar de tormentas da América do Sul.Além disso, ressalta a estratégia histórica tupiniquim de conter inimigos e firmar pilastras por meio da diplomacia e nao de tanques de guerra, solidificando-se como líder regional e exemplo pra outras potências emergentes em questoes econômicas.
E termina dizendo:
"Isso pode ser política de risco. Mas as apostas estão nos brasileiros. Sem um manual para se tornar uma potência global, o Brasil de Lula parece estar escrevendo o seu próprio manual"
Concordo: isso pode ser política de risco! Deixemos o Lula tentar! No entanto, parece que este é o destino a que estamos fadados: a existência irracional, mas humana, sem manual. A mesma existência, em seu tanto medíocre, que nos trouxe até aqui e que o levou até onde está.
E termina dizendo:
"Isso pode ser política de risco. Mas as apostas estão nos brasileiros. Sem um manual para se tornar uma potência global, o Brasil de Lula parece estar escrevendo o seu próprio manual"
Concordo: isso pode ser política de risco! Deixemos o Lula tentar! No entanto, parece que este é o destino a que estamos fadados: a existência irracional, mas humana, sem manual. A mesma existência, em seu tanto medíocre, que nos trouxe até aqui e que o levou até onde está.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Just for laughing
This story deals with a rather old fashioned lady, who was planning a couple of weeks vacation in Florida. She also was quite delicate and elegant with her language. She wrote a letter to a particular campground and asked for reservations. She wanted to make sure the campground was fully equipped but didn’t know quite how to ask about the “toilet” facilities. She just couldn’t bring herself to write the word “toilet” in her letter. After much deliberation, she finally came up with the old fashioned term “Bathroom Commode,” but when she wrote that down, she still thought she was being too forward. So she started all over again; rewrote the entire letter and referred to the “Bathroom Commode” simply as the “B.C.”. Does the campground have its own “B.C.?” is what she actually wrote.
Well, the campground owner wasn’t old fashioned at all, and when he got the letter, he couldn’t figure out what the lady was talking about. That “B.C.” really stumped him. After worrying about it for several days, he showed the letter to other campers, but they couldn’t figure out what the lady meant either. The campground owner finally came to the conclusion that the lady was and must be asking about the location of the local Baptist Church. So he sat down and wrote the following reply: “Dear Madam: I regret very much the delay in answering your letter, but I now take pleasure of informing in that the “B.C.” is located nine miles north of the camp site and is capable of seating 250 people at one time. I admit it is quite a distance away if you are in the habit of going regularly, but no doubt you will be pleased to know that a great number of people take their lunches along, and make a day of it..... They usually arrive early and stay late. The last time my wife and I went was six years ago, and it was so crowded we had to stand up the whole time we were there. It may interest you to know that right now, there is a supper planned to raise money to buy more seats.....They plan to hold the supper in the middle of the B.C., so everyone can watch and talk about this great event.....I would like to say it pains me very much, not to be able to go more regularly, but it is surely not for lack of desire on my part....As we grow older, it seems to be more and more of an effort, particularly in cold weather..... If you decide to come down to the campground, perhaps I could go with you the first time you go ... sit with you ... and introduce you to all the other folks. ... This is really a very friendly community.
E depois as pessoas nao entendem porque eu sempre quis fazer letras e nao se conformam com o fato de que eu amo as letras, as palavras, as frases mal ditas, mal interpretadas e textos inteiros.
That's why!!!!!!!!
Well, the campground owner wasn’t old fashioned at all, and when he got the letter, he couldn’t figure out what the lady was talking about. That “B.C.” really stumped him. After worrying about it for several days, he showed the letter to other campers, but they couldn’t figure out what the lady meant either. The campground owner finally came to the conclusion that the lady was and must be asking about the location of the local Baptist Church. So he sat down and wrote the following reply: “Dear Madam: I regret very much the delay in answering your letter, but I now take pleasure of informing in that the “B.C.” is located nine miles north of the camp site and is capable of seating 250 people at one time. I admit it is quite a distance away if you are in the habit of going regularly, but no doubt you will be pleased to know that a great number of people take their lunches along, and make a day of it..... They usually arrive early and stay late. The last time my wife and I went was six years ago, and it was so crowded we had to stand up the whole time we were there. It may interest you to know that right now, there is a supper planned to raise money to buy more seats.....They plan to hold the supper in the middle of the B.C., so everyone can watch and talk about this great event.....I would like to say it pains me very much, not to be able to go more regularly, but it is surely not for lack of desire on my part....As we grow older, it seems to be more and more of an effort, particularly in cold weather..... If you decide to come down to the campground, perhaps I could go with you the first time you go ... sit with you ... and introduce you to all the other folks. ... This is really a very friendly community.
E depois as pessoas nao entendem porque eu sempre quis fazer letras e nao se conformam com o fato de que eu amo as letras, as palavras, as frases mal ditas, mal interpretadas e textos inteiros.
That's why!!!!!!!!
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)